"A coragem que nos falta é chamada de covardia, o covarde de sentimento é o que expressa o medo diante da chance de um momento único que nunca mais pode vir a acontecer."

Cheguei meio desnorteada em casa tentando colocar em palavras o que sentia e havia passado na noite anterior...
Tomei a balinha mágica ontem, 2 na verdade, cambaleava em frente ao pc, resolvi ir para a cama...
Era o mais sensato a se fazer...
Precisava ao menos retirar a roupa que estava, toda preta como se fosse a um velório, afinal foi um. rs
O velório de um sentimento...
Com algumas cambaleadas a retirei e coloquei meu pijama, deitei na cama, me agarrei ao travesseiro e chorei até dormir...
Não me lembro de sonhos, não me recordo de nada só de abrir os olhos as 12:00...
Me forcei a levantar da cama e dar continuidade na minha existência...
Hoje o dia é frio, silêncioso e apático...
Mas é dia, e quantos não estão sorrindo lá fora, quantos bebês não nasceram nessa madrugada e nesta manhã?
Quantos seres não descobriram o amor, deram o primeiro beijo, se descobriram apaixonados e amados?
A vida continuou lá fora, uma linda vida que sempre falo para aqueles que recorrem a minha fala quando não estão bem...
Hoje a vida esta indiferente, mas a constancia do ser humano pode ser inconstante...
Não vou ser a que não da sussego a quem não me quer e nem me prestar ao papel de correr atrás de um amor que não me é correspondido...
Sabemos o que perdemos quando não o temos mais...
Damos valor aos ganhos quando de início... as perdas damos o eterno valor...
Ganhei, perdi e o valor quando o dei foi tarde demais...
Ontem ao fazer uma pergunta soube que tudo havia acabado...
Loren você ama a Renata, após segundos crueis de silêncio que pareciam ser uma eternidade...
Ela me responde que sim, a amo...
Digo a ela interessante... Até um mês atrás a perguntava isso e você sempre me respondia que amar só amava uma pessoa; eu, mas que gostava muito dela...
E então apartir de tudo que aconteceu você descobriu que a ama, interessante...
Sabia que ali, naquele momento tudo que eu fizera fora em vão...
Me diz que posso chamar este momento dela de covardia, sim era covardia sim...
E que daqui a uma semana ou um mês ela poderia correr de volta para meus braços e perder tudo aquilo que eu havia proposto para ela, mas que era aquele o momento dela...
Disse que expressei meus sentimentos e me abri de uma forma que ela pensou nunca me ver...
Que lia e relia a carta que escrevi para ela todas os dias, que estava lá em sua cama...
Pergunto para que? Para que ler a carta se nada doque escrevi valeu...
Ela diz ser válido e que está tentando mudar seu sentimento a cada dia lendo e relendo a carta...
Disse a ela para rasgar...
E disse a ela, de que me valeu isso? Que me acrescentou?
Ela disse que amadureci, que abri meus sentimentos e quem sabe ter me tornado menos lógica e mais emoção...
Jurei ali diante dela e de todo o universo que jamais o faria por mulher alguma...
Que jamais amaria, a partir daquele momento seria amada, desejada, conquistada, mas conquistar, lutar por alguém jamais...
Ela me responde que amar é bom....
Disee que se for pra ela...
Olhei nos olhos dela e disse amar da forma que estou amando é bom?
Olha como estou, olhe minha face, olhe meus olhos e diga se isso é bom?
Ela não consegue responder...
Depois de tentar me acalmar é hora de ir embora...
Vamos embora em um silêncio cruel e ela para em algum lugar para que eu coma alguma coisa...
De tanto discutirmos, como algo, tomo um suco e continuamos...
Chegamos em casa, ela diz para que eu fique bem...
Digo que ficarei, que pode ter certeza disso...
Me cuidarei e ficarei bem...
Ela pergunta se pode me ligar para avisar que chegou bem...
Digo que sim...
E posso te ligar amanhã?
Pergunto o porquê...
Apenas para saber como você está, pois ainda tenho o mesmo carinho e cuidado por você...
Minha resposta...
Tudo bem você quem sabe...