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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O Doce olhar da raiva

Despertava para um novo dia, mas ainda não tinha certeza seriam novos dias...
Sábado, 02 de agosto...
Estava na casa de Loren, não me recordo bem se dormi na casa dela, mas sei que estava lá.
Era aniversário de um amigo de Loren e Renata iria junto, eu ainda tola acreditando que ela não a levaria e estaríamos juntas depois do que houve na cachoeira...
Ela se apronta e liga para Renata para ir buscá-la, até o último momento acreditei que algo aconteceria que eu iria no lugar da Renata.
Mero engano tola Beatriz, Renata estaria com ela e você mais uma vez ficaria com as sobras.
Sabia que teria que esperar para que tudo entre elas fosse finalizado, mas a paciência não era minha companheira neste momento.
Fico sozinha em seu apartamento e ela vai ao encontro de sua namorada, para o aniversário.
Tudo bem, vou fazer o quê? Amarrá-la e não deixar que vá?
Já errei demais o silêncio de minha dor, e dizer que está tudo bem e que compreendo que ela deve ir com a Renata são de pura falsidade, mas não pretendo ter outra atitude no momento.
Ao me despedir de Loren e ela não mais estar me vendo, caio em prantos e fúria e passo a noite a esperar o seu retorno.
Fumo horrores e já não me importo se o cheiro vai se impregnar em minha roupa e todo meu corpo.
Quando Loren retornou não me recordo o que estava fazendo mas me recordo de olhar em seus olhos com o prazer de sua volta e a irá dela ter saído mais uma vez com Loren.
Pergunto como foi e como estava com a namorada, ela não diz muito, penso que deve estar me "poupando", mas a única forma que ela tem de me "poupar" de qualquer dor é sendo minha, somente minha e de mais ninguém.
Vamos deitar e nos acomodar, ela vem para se encaixar em meu corpo, permito...
Mas estou com raiva e meu corpo e frio e minhas falas curtas.
Já não quero mais sofrer, quero ela, a quero, a desejo, mas tenho que desejar ser feliz e nunca me conformei com o resto, com as sobras, ou tenho tudo ou prefiro não ter nada...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Um Dia para relaxar, um momento para recomeçar...

Um espetáculo para duas mulheres, os lábios selados e um recomeço...




No dia 10 de agosto Loren me liga e me faz a proposta de irmos em uma cachoeira para relaxar um pouco e repor as energias, "essa mesma da imagem", tanto ela quanto eu precisávamos de recarregar as energias que foram esgotadas por vários motivos...

Indo para a cachoeira fui relembrando de várias vezes que pegamos estrada e nos divertíamos muito rindo, parando, roubando manga em fazendas, subindo em árvores para não sermos pegas por cães enormes e ferozes... rs Por obra e divindade do Espírito Santo ainda estamos vivas e sem falta de pedaços pelos cães e por mangas por muitas vezes verdes apenas pelo prazer de conseguir pegar as mangas que não eram nossas... rs

Fomos conversando e vendo a paisagem, desta vez diferente aos nossos olhos, não havia a minha mão ou a dela no colo da outra durante toda a viagem.

Quando chegamos a cachoeira estava fechada e tivemos que fazer um outro caminho para chegar pela outra entrada.

Conseguimos entrar e caminhamos até a cachoeira, o som já afastava um pouco da dor que eu sentia e mudava meu pensamento diante do qual sempre me atormentava...

Chegando lá, podíamos escolher ficar na parte de cima ou descer por umas pedras e poder sentir a força da cachoeira em nosso corpo, claro que decidimos descer as pedras e ficar bem lá no meio...

Não havia ninguém no dia também por ser um dia de semana, era uma maravilha da natureza dando um espetáculo único para duas mulheres.

Nos trocamos e pulamos na água para ir em direção ao meio e poder sentar em uma pedra e ali olhar a vida, e não pensar em mais nada.

A face de Loren era a melhor possível, ela ama cachoeiras e eu amo água, estávamos no paraíso.

Já não tocávamos mais no assunto "nós" e ficamos conversando sobre várias coisas até que o único som que escutava eram das águas caindo em nossas costas e o som dos batimentos do meu coração que acelerava a medida que ela me olhava com um carinho diferente, não me movi apenas fiquei ali estática sem saber o que fazer, apenas no desejo de sermos uma da outra novamente.

Ela sela seus lábios aos meus e mergulha, me deixando ali sem saber o que pensar mas com um sorriso único na face que por muito tempo não o tinha...

Fiquei por ali sentindo toda aquela turbulência e calmaria de emoções por um bom tempo até resolver mergulhar e nadar de volta para a pedra que havíamos deixado nossas coisas...

Loren me abraça forte e me diz que seu sentimento está voltando que algo dentro dela estava mudando, não me recordo de minha resposta, mas penso que pode ter sido em pensamento "pqp até que enfim" rs. Mas sei que um sorriso ela recebeu de volta. rs

Voltamos e nos despedimos, uma nova fase de nossas vidas começava, ela precisava tomar as decisões e concluir determinadas coisas e eu precisava manter minha mente e meu corpo saudável para a ter de volta em meus braços.

O Outro Lado

Mesmo em nossa dor devemos lembrar que todo ser humano sofre e que por alguns momentos podemos deixar a nossa de lado e cuidar do outro...
Após um período de uma turbulência de emoções, comecei a tentar me afastar emocionalmente de Loren, e apenas tentar ser sua amiga.

Loren estava passando por problemas um pouco graves que a estavam desgastando e a Renata não a ajudava muito neste momento, brigavam mais que o normal acho eu....

Um certo dia após um telefonema, percebi que Loren não estava bem e disse a ela que fosse a minha casa.

Resolvi que esse dia eu iria cuidar dela, a levei em um lugar onde ela poderia ver um bom e lindo pedaço da cidade, já não a questionava pela volta ou como poderia fazer para a ter de volta, apenas ficamos ali, olhando o tempo passar, a cidade, e dando a ela meu colo e vendo suas lágrimas rolarem por sua face...

Além dos problemas que ela não poderia mudar naquele momento, havia um que a atormentava que era a tentativa do meu retorno, como ela disse: isso também a incomodava pois estava confusa e não sabia para que lado seguir, minha resposta foi que eu já tinha feito tudo que poderia e que o ser humano espera por um determinado momento a decisão do outro o respeitando, mas que chega um momento que deixamos para lá e decidimos viver a própria vida e deixar o passado enterrado.
Depois de um longo tempo, era necessário que fossemos embora, ela estava melhor e eu fingia que mais nada acontecia dentro do meu peito.

sábado, 28 de junho de 2008

A Dor de Cada Ser

Acaba que a vida em certos momentos se tornam repetitivos...




Nos permitimos deixar com que ela se torne assim...
Durmo na casa da Loren, nada acontece e meu desejo continua o mesmo...
Já fiz de tudo para te conquistar...
Mas escutar o "Eu amo a Renata", se tivesse sido há uns 3 meses atrás tudo seria diferente...
Eu gostava muito dela, mas acabei me apaixonando e amando a Rê...
Vejo Loren quase todos os dias...
Preocupação de mãe sem saber o que estava havendo me levou ao psiquiatra...
Hoje penso eu que vivo dopada...
Olhos caídos, morrendo de sono mas pelo menos chorando menos...
Não existem culpados na história...
Penso "eu" por quê?
Quando terminei estávamos, pelo menos eu estava insatisfeita, entramos em uma rotina que me matava...
Loren? A menos culpada me viu depois de 6 meses + ou - não sei bem com outra mulher e disse ver meus olhos brilharem por ela e seguir sua vida...
Fez certo, por quanto tempo ela iria me esperar?
3 Anos?
Hoje estou de um lado que nunca estive, sempre foi invertido, nunca precisei de ir atrás de ninguém, reconquistar ou nada disso...
O mundo gira e com ele todos os lados das situações podem mudar...
Fernanda soube de tudo... tudo...
Não nos maltratou apenas conversou muito calma e concluiu que realmente não existe volta...
Meu pensamento fica apenas... "O que eu faço?"; "O que eu faço?"; "O que eu faço"....
Não existe resposta, no amor não se invade, não se impõe, ele apenas acontece...
Loren me disse comece a me conquistar...
Tentei juro que tentei...
Mas como ela vai ver a mulher que um dia amou com a face que tenho hoje?
Triste, sem expressão, fedendo a cigarro...
Pode ser fácil dizer: Ahhh sai dessa vai pra outra...
Sinta o que estou sentindo e quero saber da sua nova resposta...
A dor de cada um é a maior dor que existe no mundo...
E o pior de tudo permimtimos essa dor por não saber pra que lado ir...